sexta-feira, 29 de abril de 2011

DESPEDIDA

24/04/2011
 
Ela: Deixe-me ir.

Irei em paz, já te perdoei.
Não me importunes mai Não quero que vá.
Sei que errei.
Não te valorizei.
Mesmo assim não me deixes.

Ela: Pede-me mais do que posso lhe dar.
Cansei de tanto esperar que acordasse.
Que me valorizasse. Que me desse amor.
Migalhas! Apenas migalha me deu.
Tão poucas que meu amor morreu.

Ele: Eu te amo. Fique comigo.
Agora me sinto ferido sem ti.
Não vá!
Acordei tarde eu sei! Estou aqui!
Me veja! Me sinta! O que devo fazer?

Ela: Não o amo! Feriste por demais o meu coração.
Humilhou-me! Brincou com o que eu sentia!
Sim. Eu te vejo! Mas não é quem eu sonhei e pensei que fosse.
Você é uma mentira!
Não posso senti-lo porque pra mim estas morto.
Não precisas fazer nada!

Ele: Fique! Não vês o pranto em meu rosto!
A enfrentar o mundo estou disposto por teu amor.
O que queres de mim? Digas!
Não me deixe nesta agonia.

Ela: Vejo seu pranto!
Mas tantas vezes chorei e você me deixava sempre só com as lagrimas e dor.
Enfrentes o mundo por você e não por mim. De ti quero nada apenas. Agonizei durante muitas noites, sentindo os açoites da solidão, desamparada, sem ninguém. Você nunca esteve comigo.
Estou retomando meu caminho. Já devia te-lo feito, mas em meu peito ainda restava algum sentimento. Que agora já foi sepultado por você.
Agora com tudo resolvido siga sua vida.
Estarei indo em busca dos meus sonhos.

Ele: Não vá! Fique!!!!!! (gritos)
Oh! Deus! Porque fui tão tolo!
Burro! Burro! Burro! Idiota!
Deixei que minha bela amada se fosse, apenas por caprichos destruí seus sentimentos.

Sem olhar para trás ela se vai, uma lagrima em seu rosto corre, forma-se a curva de um sorriso em seus lábios pela euforia da alegria de sua liberdade. Neste momento teve a certeza de que agora havia sido colocado o ponto final a essa situação que para ela já se arrastava há muito tempo. Em sua inocência de menina trilhou seu caminho, de coração aberto para um novo amor, uma nova vida...


Ele de joelhos chorava desesperadamente gritando por ela e por Deus. Sentia seu peito quase explodir por vê-la ir. Mas nada podia fazer. Havia falhado e decepcionado a quem devia ter cativado. Tinha consciência de seus atos errados. Resignou-se!  Agora lamentava noite e dia sua perca. Seu coração não o deixava esquecer...

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