segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

DIÁLOGO DE AMANTES

30/07/2010

O que há contigo amada minha?
Tão séria, centrada, menos concentrada!
Onde você esta?
Olho e não te vejo!
Você sorri, mas seus olhos estão tristes.
Parecem entoar um cântico de lagrimas secas.
Seu sorriso não incendeia as almas de quem te rodeia, de quem te vê!
O que há contigo amada minha?
Em teu respirar há um lamento, te vejo em descontentamento.
Onde estas, não estão teus pensamentos!
O que há contigo amada minha?
Fala-me!
Estou inquieto com teu silêncio.
Tu gostas de falar encantando o vento!
Liberte seu coração e conte-me o porquê de tanta desolação e solidão!


Amado meu!
Quero colo aconchego, um pouco mais de sossego!
Quero ser rainha!
Quero ser menina!
Quero ser amada, amante, mulher!
Também anseio cuidados, preciso ser nutrida; se não, se esvai a minha vida e alegria.
Definhando meu rubor!
Amado meu!
O que há de errado em querer ficar do lado, querer dividir, em querer compartilhar!
É errado o que falo e faço?
Então acho melhor calar, me isolar!
Esquecer não posso, mas ignorar devo!
Não importa o que sinto.
Isso me corroí.
Caso sobreviva, continuarei minha vida e não lhe verei mais.
Amado meu!
Você nem se quer tenta, se cala e nada fala!
Evita-me!
Então não continue, nem me procure.
Deixe-me chorar.
Deixe-me ir.

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