quinta-feira, 9 de setembro de 2010

DOR AMARGA

31/01/2010



Quero gritar minha dor!

Quero me livrar das lembranças doloridas!

Cicatrizar a feridas inflamadas!

Podendo respirar sem sufocar minha respiração!

Sem comprimir meu torturado coração!



Há!
Maldito o dia que conhece este individuo!
Que com palavras doces ao meu ouvido!

Embriagou a minha alma com comoção!

E emoção!
As quais jamais havia sentido!






Ilude-me com as cores da vida!

Desarmando a minha desconfiança!

Tornei-me boba!
Que nem uma criança!



Eis, que no mundo já não vivia!
Em meio a sonhos me ria!
Cantarolando em meio aos devaneios dessa emoção!

Construía ilusão!

Viver ao lado desse ladrão!

Que roubou meu coração!



Quando me percebi,

Rasteira do destino recebi!
O individuo tinha se ido!
Levando meu sorriso!
Levando tudo de maravilhoso!

Que vim a sentir!



Agora estou em pedaços!

Meu coração esta espalhado!

Sinto-me oca!

A garganta ainda rouca de tanto se lamentar!
Buscar se reorganizar!
Para mais um dia enfrentar!



Com cicatrizes, lágrimas e dor.

Tenho que voltar a realidade!

Mascarar essa turbulência!

Fortalecer minha consciência!

Agir com displicência ao tal de amor!


Iludir-se por amor?

Não vale a pena sentir tal sabor.

Doce e amargo!

O fel seria mais adocicado!

Flor de Efígie

Um comentário:

  1. belo e sincero.
    Amor que cresce e sufoca a Dor..
    Ela assim deixa de existir...

    ResponderExcluir